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Como funciona um centro de desintoxicação

Falar de "centros de desintoxicação"pode transmitir, por vezes, uma imagem errada. Nem sempre se entende corretamente o que se faz neste tipo de clínica, nem o trabalho que se faz delas. Talvez isso se deva, em alguma medida, a imagens herdados de épocas passadas, em que a idéia de dependência associava-se automaticamente com as drogas e estas, por sua vez, se joga com estampas de pobreza e de marginalidade. Uma imagem que, no entanto, é simplista e também um pouco desatualizada sobre a realidade das drogas de hoje em dia. Aquela era a imagem da heroína , uma droga que castigou com dureza em Portugal, especialmente durante os anos oitenta, quando gerou um alarme social que levou a que os espanhóis tivessem as drogas como uma de suas principais preocupações Hoje, a droga está ainda muito presente na sociedade de todo o mundo e também na portuguesa, mas algumas coisas mudaram. Por exemplo, o consumo de droga se tornou menos visível, por várias razões, incluindo a evolução das formas de consumo ou o aparecimento de novos perfis de consumidor. A última "Pesquisa sobre álcool e drogas na população geral em Portugal" mostrava que uma descida claro na percepção que se tem do consumo de drogas. Já não é tão frequente encontrar seringas nas praças ou restos de consumo. O consumidor de drogas também tornou-se menos visível e não coincide com o estereótipo do viciado. Com tudo, as drogas e os vícios que provocam são apenas uma parte do trabalho que se realiza nos centros de desintoxicação. CITA, por exemplo, define-se como uma clínica dedicada ao tratamento e a investigação de vícios, entre as quais se incluem as vício tóxicos, mas também as chamadas "vícios comportamentais". As drogas e os centros de desintoxicação Mas as drogas continuam a ser a principal razão pela qual se entra em uma clínica de reabilitação há todo um leque adicionado de patologias que são tratadas neste tipo de estabelecimentos. Podemos englobar toda uma categoríade vícios sob o título de "vícios comportamentais" para os vícios de que não estão ligadas a uma substância, mas sim a um comportamento que tem degenerado em uma patologia. Provavelmente a mais conhecida destas drogas é problema do jogo, mas existem outras, como a adição ao sexo ou ao shopping. No que diz respeito às drogas, a cocaína ocupa um lugar de grande destaque no Brasil, país que ocupa o primeiro lugar da Europa no que respeita ao consumo de cocaína e um dos primeiros lugares a nível mundial. Apesar dos números elevados, as boas notícias são que o consumo de cocaína parece estar descendo em nosso país. No entanto, outros tipos de drogas, como os alucinógenos e drogas de design, sentir-se em Portugal um crescimento condizente com o aumento de seu consumo a nível mundial. Por último (e sem pretensão de ser exaustivos) a heroína ocupa hoje uma posição relativamente baixo nas figuras de consumo em Portugal, pelo menos, em comparação com os números que chegou a atingir anos atrás. Em alguns países, a heroína está alcançando um certo crescimento, devido a que é mais acessível e barata do que outras drogas. Uma notícia preocupante, uma vez que a heroína é uma das drogas mais viciantes e nocivas. A dependência como doença Em Clínicas CITAÇÃO estamos especializados no tratamento da dependência de drogas, tanto no que se refere à dependência a substâncias como a vícios comportamentais. Talvez a pergunta então é Como é possível? Quais são os elementos comuns que fazem com que se possa utilizar uma mesma metodologia para patologias com raízes diferentes? Em primeiro lugar, é importante notar que os tratamentos de vícios são muito diferentes segundo os indivíduos e que essas diferenças são mais profundas e vão muito além da simples oposição substâncias/comportamentos. Ou seja, um tratamento eficaz para as dependências deve partir de uma análise profunda do paciente. Uma análise em que se envolvem fatores físicos e psicológicos, e em que a substância e o comportamento são apenas um elemento a mais. Não há dois indivíduos iguais, por isso não pode ter dois tratamentos iguais. Em segundo lugar, quando falamos de tratamentos de vícios, há que esclarecer que a verdadeira raiz não é a substância, ou o comportamento em relação ao que o paciente desenvolveu a dependência, mas o vício em si. Em Clínicas ENCONTRO se trabalha sob uma metodologia que parte da ideia de que a dependência se desenvolve a partir de uma carência na estrutura do indivíduo. Neste sentido, a dependência funcionaria como um sintoma posto que revela carências no sujeito que este teria tratado de colmar, recorrendo quer a uma substância ou a um comportamento que terminaram por se tornar patológicos. Tratar uma dependência implica, naturalmente, um tratamento médico, e um controle de como a substância e o seu abandono podem afetar o indivíduo. Os vícios podem gerar problemas fisiológicos graves, mas também o seu abandono repentino pode levar a sintomatologías muito graves e até mesmo fatais, daí que sair de uma substância sempre deve ser monitorado por um profissional médico.