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Disfunção erétil, diagnóstico e tratamento

Hoje vamos tratar sobre a disfunção erétil, um problema que afeta e preocupa muitos homens. A próxima sexta-feira, 14 de fevereiro comemora-se o Dia Europeu da Saúde Sexual, que tem como objetivo sensibilizar tanto a sociedade como os profissionais e as autoridades de saúde do impacto das alterações sexuais na saúde das pessoas. Embora nos últimos anos tenha aumentado a quantidade de pessoas que chegam ao seu médico para consultas sobre saúde sexual, ainda é um percentual baixo. O medo nos homens, o diagnóstico da disfunção erétil Muitos homens deixam de ir ao seu médico para tratar um dos problemas sexuais mais comuns entre os homens: a disfunção erétil. Em concreto, mais de dois milhões e meio de homens, entre os 25 e os 70 anos sofrem com esta doença. Apesar disso, apenas 3,4% dos pacientes é diagnosticada, e apenas metade deles (cerca de 330.000 homens) se submete a algum tipo de tratamento, daí que se tenha influência no estudo da situação de infradiagnóstico desta doença em nosso país. Com relação à forma com que os pacientes têm de lidar com a disfunção erétil, o estudo aponta que a Internet é, de longe, a principal fonte de informação sobre disfunção eréctil para os homens afetados (35,4%), à frente do médico de atenção primária, que é a segunda opção preferida. Daí que, entre as recomendações do estudo aponta que uma das coisas interessantes a nível nacional, é a formação continuada para os médicos de atenção primária na abordagem da disfunção erétil, seguida da elaboração de materiais informativos para os próprios médicos e a disponibilidade de questionários específicos para o diagnóstico. O que é disfunção erétil A disfunção erétil é a incapacidade repetida de alcançar ou manter uma ereção suficientemente firme como para ter uma relação sexual satisfatória. Sua origem pode ser causado por vários fatores que vão desde a diabetes ou doenças vasculares, entre outras, até a cirurgia radical da próstata (usada na maioria dos casos, para tratar o cancro da próstata). Trata-Se de uma patologia que perturba o bem-estar psicológico dos homens que sofrem, já que estes experimentam uma perda de auto-estima e segurança em si mesmos, assim como um elevado nível de stress. Além disso, é muito importante ter em conta que a disfunção erétil pode agir como um sintoma sentinela, avisando da existência de outras doenças graves, como podem ser as doenças cardiovasculares. Uma solução inovadora para o tratamento da disfunção erétil Quase 30% dos homens que sofre de disfunção erétil não responde aos tratamentos farmacológicos existentes para combatê-la. Uma das opções mais interessantes nestes casos são os implantes de prótese de pênis. Trata-Se de dispositivos que permitem ao homem conseguir a ereção no momento em que o decida e mantê-la durante o tempo desejado. Entre elas, destaca-se o chamado implante hidráulico de três peças, que consiste de um par de cilindros que são colocados no pênis e uma pequena bomba situada no escroto. Através da mesma, é provocado um depósito que é colocado sob os músculos do abdômen e que envia os cilindros inseridos no pau a quantidade de líquido suficiente para proporcionar ereções rígidas. Apenas é necessário acionar a bomba para iniciar o processo, que se interrompe, posteriormente, com o botão de deflação localizado no mecanismo. Em suma, estes implantes permitem ao homem recuperar a sua vida sexual de forma rápida, apresentando um alto grau de satisfação. De fato, de acordo com o estudo elaborado por uma multinacional especializada em saúde pélvica, 92% dos homens que se submeteram ao implante reconhece que esta solução permanente melhorou a sua qualidade de vida e 96% dos casais se mostram satisfeitas. Nesse sentido, de acordo com o Atlas da Disfunção Eréctil em Portugal, o que mais valoriza o homem de um tratamento é que a resposta seja rápida e voltar a ter um desempenho sexual como o de antes.